Filha da Pauta

Oi, eu sou a Tábata Romero. Além de não ser famosa, moro em Mariana – interior do interior do interior de Minas Gerais, estudo jornalismo na UFOP e tenho bom humor :) (só às vezes, confesso). E esse blog existe pra tudo, tudo mesmo o que acontece (e que eu queira postar aqui hehe)

Stop Motion – de quadro a quadro 02/12/2009

É provável que você já tenha ouvido falar, e mais provável ainda que você já tenha visto alguma animação feita com a técnica chamada Stop Motion. Se você, como um espírito incansável de criança, viu “A Fuga das Galinhas” ou “Wallace e Gromit” ou ainda “O Estranho Mundo de Jack”, já está familiarizado com o assunto.

Stop Motion é uma técnica em que o animador trabalha fotografando objetos, fotograma por fotograma, quadro a quadro, e que, quando passados rapidamente, dão a ilusão de movimento.

Na verdade, essa técnica surgiu juntamente com o cinema e foi mais trabalhada quando começaram a surgir as primeiras animações – como é o caso do longa da Disney “Branca de Neve” (1937). Eu me lembro, quando pequenina, que no final da exibição filme + créditos da fita VHS, havia um making off da produção, da montagem quadro a quadro e da escolha da trilha sonora.

Pra matar a saudade, consegui encontrar esse making off no Youtube:


Bom, hoje, com os artifícios high tech que vemos por aí, as animações são digitalizadas, tudo bonitinho, tudo parecendo de verdade. Mas, sempre existem (e ainda bem que existem) os queridos e criativos inovadores. Tim Burton é um deles. Depois da produção do longa “O Estranho Mundo de Jack” (1993), ainda dirigiu “A Noiva Cadáver” (2005). Ambos com o uso de bonecos e cenários reais, quadro a quadro. Imaginem o trabalhão!

Na internet a fora também encontramos provas que o futuro do Stop Motion é brilhante e que não morrerá com o avanço da computação gráfica. A técnica é também utilizada para construção de videoclipes, curtas, propagandas e outros trabalhos audiovisuais que necessitem de impacto e um toque de magia na concretização.

Recentemente conheci um videoclipe que já vi, vi de novo, mais uma vez e viciei! Uma coisa linda. Um trabalho artístico de alto padrão e criatividade. O músico é Oren Lavie, israelense, que é também diretor do videoclipe.  Oren Lavie já foi diretor e roteirista e hoje decidiu (para nossa sorte!) compor e cantar. O artista já teve suas músicas carimbadas na trilha sonora do filme “As Crônicas de Nárnia”, mas ficou mais conhecido mesmo através desse clipe, lançado em 2009.

Abaixo:

Um amigo meu me enviou via twitter (@SimiaoCastro) uma produção graciosa e super bem elaborada. Acredito que foram dias e dias de muito trabalho para concretização desse vídeo. É uma propaganda da marca  Olympus, de câmeras fotográficas. Para essa produção, foram tiradas 60.000 fotos, reveladas 9.600 e, para a organização em quadro a quadro, mais 1.800 fotografadas novamente. Um abuso da capacidade criadora! haha

Mas é um vídeo encantador!

Abaixo temos mais três exemplos muito bem trabalhados. O primeiro é uma propaganda da Ebay, que imita o layout do site com desenhos em folha de papel. O segundo é um projeto do Colégio de Arte e Design e Savannah, todo dirigido por japoneses, que utiliza como base a colagem de Post-It formando desenhos. Já o terceiro é um jogo humano de tétris muito muito inovador! rs

Bom, fico por aqui!

E vou procurar postar mais, juro! haha

 

One Response to “Stop Motion – de quadro a quadro”

  1. Marcos Diz:

    Parabéns! E obrigado pelo pequeno acervo, realmente demais.
    Sou fascinado por Stop Motion ( o que também começou ao assistir A Branca de Neve e The Nightmare Before Christmas rs ) , e com certeza ele tem uma magia única que , na minha opinião , não acabará tão cedo.
    Não é a toa que essa técnica fascine justamente pela simplicidade, né ? Ontem vi um trailer no cinema de um filme que se chama Avatar = Saem os atores humanos e entram em cena um mundo totalmente digital, com direito a seres azuis digitalizados vivendo dramas e até sexo rs. Quando começou o filme , Atividade Paranormal , me senti assistindo à locomotiva que saiu das telas nos anos 20, já que o cinema lotado gritava e suspirava ao ver um dos filmes mais simples e baratos da história. Realmente , pra mim , o simples vale luxo!


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